Este artigo é baseado no vídeo abaixo e foi pensado para quem está estudando para as certificações da ANBIMA, incluindo os exames que substituíram a CPA-10, a CPA-20 e a CEA. Eu percebo, pela experiência de ensino, que muita gente trava quando chega no tema ações. E isso acontece porque o assunto parece simples no começo, mas mistura direitos, tipos de risco e detalhes que costumam cair nas provas.
Quando eu acompanho alunos do Professor Brito · Academia de Finanças, noto um padrão. Muitos decoram que ação ordinária dá voto e que ação preferencial prioriza dividendos, mas não entendem o motivo disso existir nem os riscos envolvidos. Aí, na hora da questão, qualquer mudança no enunciado já gera dúvida.
A ação é uma fração do capital de uma empresa, e quem compra ação se torna sócio.
Esse ponto muda tudo. Não se trata de um empréstimo. Não se trata de uma renda prometida. Trata-se de participação societária. E, por isso, o modo como o investidor ganha, perde, vota ou recebe proventos segue uma lógica própria.
Quem compra ação compra participação.
Neste texto, eu vou explicar de forma clara a diferença entre ações ordinárias e preferenciais, os direitos de cada uma, os riscos de mercado e de liquidez, a ausência de risco de crédito e o que costuma ser mais cobrado nas novas provas da ANBIMA, como CPA, C-Pro R e C-Pro I. Também vou usar exemplos simples, como o caso do Antônio, para deixar tudo mais fácil de visualizar.
O que são ações, na prática
Quando eu falo em ação, eu gosto de tirar a ideia abstrata da cabeça do aluno. Pense numa empresa de capital aberto que decidiu dividir seu capital em pequenas partes. Cada uma dessas partes é uma ação. Ao comprar uma delas, o investidor passa a ser acionista, ou seja, sócio daquela empresa.
Ações são valores mobiliários que representam parcelas do capital social de uma companhia.
Isso significa que o retorno do investidor depende do desempenho da empresa, da percepção do mercado sobre ela, do cenário econômico e da procura por aquele papel. Em alguns casos, o acionista recebe dividendos. Em outros, ganha com a valorização da ação. Em muitos momentos, pode enfrentar perdas temporárias ou até longas quedas.
Eu acho útil separar três ideias logo no começo:
Ao comprar ação, o investidor vira sócio.
O ganho não é fixo nem garantido.
O preço da ação oscila no mercado.
Esse tipo de base ajuda tanto quem quer investir quanto quem está se preparando para provas ligadas ao mercado financeiro. Se você estiver revendo fundamentos, vale acompanhar também os conteúdos da categoria de mercado financeiro, porque eles ajudam a conectar os temas.
Por que existem ações diferentes
Nem toda ação oferece os mesmos direitos. Isso ocorre porque as empresas podem estruturar classes distintas para atender objetivos societários e financeiros. Em termos simples, algumas ações dão mais poder de participação nas decisões. Outras dão prioridade na distribuição de resultados.
A diferença entre ações ordinárias e preferenciais está nos direitos que cada tipo entrega ao acionista.
Essa distinção aparece muito nos estudos para a nova fase das certificações da ANBIMA. Eu vejo que muitos candidatos erram não por desconhecer o nome ON e PN, mas por não conseguir ligar cada sigla a uma função real.
As siglas mais conhecidas são estas:
ON, de ordinária.
PN, de preferencial.
Em alguns casos, classes específicas com letras e detalhes próprios da emissão.
Na leitura da prova, o candidato precisa ir além da sigla. Precisa entender quem vota, quem tem preferência econômica e em que situações uma exceção pode aparecer.
Como funcionam as ações ordinárias
As ações ordinárias são aquelas que concedem direito a voto nas assembleias da empresa. Esse é o traço mais marcante. Quem possui ON pode participar das deliberações societárias, como eleição de administradores e certas decisões estratégicas.
A ação ordinária dá direito a voto ao acionista.
Eu gosto de contar isso de forma concreta. Imagine um diretor ou um grupo controlador interessado em manter influência sobre a empresa. Nesse caso, faz sentido preferir ações ordinárias, porque elas aumentam a capacidade de interferir nas decisões. Para quem possui uma quantidade significativa, esse direito ganha ainda mais peso.
Na prática, o pequeno investidor com poucas ações ON talvez não consiga influenciar sozinho uma assembleia. Ainda assim, o direito existe. E isso é diferente de simplesmente buscar renda por dividendos.
Quando penso em provas, vejo que o examinador pode apresentar a ação ordinária de várias formas:
Como a ação que concede voto.
Como a ação ligada a controle societário.
Como a ação preferida por quem quer participar das decisões da companhia.
Em muitos casos, o valor percebido da ON está ligado não apenas ao retorno financeiro, mas também ao poder político dentro da empresa. Isso ajuda a entender por que certos investidores, especialmente os que desejam influência, dão mais atenção a esse tipo de papel.

Como funcionam as ações preferenciais
As ações preferenciais, por sua vez, têm foco maior na vantagem econômica. Em geral, elas dão preferência na distribuição de dividendos ou em outros proventos definidos nas regras da emissão. Em contrapartida, normalmente não concedem direito a voto.
A ação preferencial costuma priorizar o recebimento de dividendos, sem direito a voto.
Esse desenho faz sentido para quem quer participar do resultado da empresa sem ter atuação direta nas decisões societárias. É como se o investidor dissesse: “Meu foco está no retorno econômico, não no comando”.
Mas há um detalhe que muitos esquecem, e ele pode aparecer em prova. A ausência de voto não é absoluta em toda e qualquer situação. Existem exceções previstas. Uma das mais conhecidas é quando não há distribuição de lucros por três períodos. Nessa hipótese, a ação preferencial pode ganhar direito de voto, conforme as regras aplicáveis.
Em certas situações, como a falta de distribuição de lucros por três períodos, a ação preferencial pode passar a ter voto.
Eu sempre recomendo atenção a essa exceção porque ela é curta, objetiva e fácil de cobrar em enunciados mais diretos.
Na prática, as preferenciais costumam atrair investidores mais atentos ao fluxo de proventos do que à participação política na companhia. Isso não quer dizer ausência de risco, nem garantia de rendimento. Quer dizer apenas que a prioridade da estrutura está do lado econômico.
Diferenças diretas entre ON e PN
Depois de explicar separadamente, eu gosto de comparar os dois tipos de ação de um jeito simples. Isso ajuda muito quem está na reta final de revisão para as certificações do mercado.
ON está ligada a voto. PN está ligada à preferência econômica.
Veja como eu resumiria:
A ação ordinária dá direito a voto.
A ação preferencial, em regra, não dá voto.
A ação preferencial pode ter prioridade no recebimento de dividendos.
A ação ordinária interessa mais a quem busca influência na empresa.
A ação preferencial interessa mais a quem busca prioridade em proventos.
Agora, um cuidado que eu sempre faço questão de destacar. Nem ON é automaticamente melhor, nem PN é automaticamente melhor. Tudo depende do objetivo do investidor, do preço de entrada, da empresa e do contexto.
Eu já vi aluno marcar alternativa errada porque leu “preferencial” e concluiu que a ação era melhor em qualquer cenário. Não é assim. Ela é “preferencial” em certos direitos econômicos, não em tudo.
Direito diferente não significa investimento melhor.
Para reforçar esse tipo de raciocínio, também costumo indicar leituras ligadas ao caminho das certificações, como o guia sobre certificações do mercado financeiro e o guia completo sobre as provas da ANBIMA. Esses materiais ajudam a colocar o conteúdo em contexto.
O que o investidor ganha ao comprar ações
Quando alguém compra ações, existem duas fontes clássicas de retorno. A primeira é a valorização do papel. A segunda é o recebimento de proventos, como dividendos. Dependendo do caso, pode haver juros sobre capital próprio, quando aplicável ao contexto da companhia.
O retorno em ações pode vir da alta do preço e da distribuição de resultados.
Mas eu sempre alerto: esse retorno não é previsível como em muitos títulos de renda fixa. Se a empresa vai bem, se o mercado enxerga valor e se o cenário ajuda, o acionista pode ganhar. Se o cenário piora, o preço cai. Simples assim.
Esse é um ponto que separa o estudo decorado do estudo entendido. Em ações, o investidor está exposto a variáveis que nem sempre controla. E é por isso que o tema risco aparece com tanta força nas provas atuais.
Quais riscos estão ligados às ações
Ao estudar ações, eu percebo que a maior confusão dos alunos ocorre nos riscos. Alguns misturam risco de crédito com risco de mercado. Outros entendem liquidez de forma vaga. Então vou organizar isso com clareza.
Os principais riscos das ações são o risco de mercado, o risco de liquidez e o risco sistemático.
Esses são os pontos que merecem atenção:
Risco de mercado, ligado à oscilação dos preços.
Risco de liquidez, ligado à dificuldade de negociar pelo preço justo.
Risco sistemático, ligado a fatores gerais que atingem o mercado como um todo.
Ao mesmo tempo, há um ponto que precisa ficar muito claro:
Ações não têm risco de crédito no sentido clássico, porque o investidor não empresta dinheiro à empresa.
Essa frase, sozinha, já resolve muitas questões de prova. Quem compra debênture, por exemplo, empresta recursos. Quem compra ação adquire participação. São naturezas diferentes.
Entendendo o risco de mercado
O risco de mercado é a chance de perda causada pela oscilação do preço do ativo. No caso das ações, esse risco está presente o tempo todo, porque os papéis sobem e descem conforme expectativas, resultados, juros, política, câmbio, inflação e outros fatores.
Risco de mercado é o risco de a ação variar de preço e gerar perda ao investidor.
Eu já vi pessoas se surpreenderem com isso nos primeiros contatos com a Bolsa. Compram uma ação hoje e, no dia seguinte, ela vale menos, mesmo sem mudança estrutural na empresa. Isso ocorre porque o mercado antecipa cenários, reage a notícias e reprifica ativos o tempo inteiro.
Alguns eventos que podem ampliar esse risco são:
Crises políticas.
Piora da economia.
Alta dos juros.
Queda na confiança dos investidores.
Resultados abaixo do esperado.
Em estudos com empresas listadas na B3, a relação entre qualidade da informação contábil e aumento do risco sistemático aparece de forma clara, mostrando que baixa previsibilidade de lucros e práticas contábeis ruins podem elevar a percepção de risco de mercado, como aponta a pesquisa com companhias abertas brasileiras entre 2010 e 2019.
Quando eu ensino esse tema, eu digo que preço de ação não depende só do presente. Depende da leitura que o mercado faz sobre o futuro. E o futuro, como todos sabem, muda rápido.

Entendendo o risco de liquidez
Liquidez é a facilidade de comprar ou vender um ativo por um preço justo e em tempo adequado. Quando falo de risco de liquidez, estou falando da chance de o investidor ter dificuldade para negociar a ação quando quiser.
Risco de liquidez é a dificuldade de vender ou comprar uma ação pelo preço que faz sentido no mercado.
Essa parte parece simples, mas muita gente só entende de verdade quando vê um exemplo. Imagine uma ação pouco negociada. O investidor quer vender hoje, mas quase não há compradores. Para conseguir sair, talvez precise aceitar um preço bem menor do que imaginava. Isso é risco de liquidez.
Em ativos com maior volume de negociação, esse problema tende a ser menor. Em ativos menos negociados, pode ser maior. Então não basta perguntar “a empresa é boa?”. Também é preciso perguntar “esse papel gira bem no mercado?”.
Esse detalhe pode fazer diferença tanto para o investidor comum quanto para quem atende clientes após obter uma certificação da ANBIMA. No Professor Brito · Academia de Finanças, eu vejo esse tema ganhar peso porque ele conecta teoria e prática de um jeito muito direto.
Entendendo o risco sistemático
O risco sistemático é o risco que afeta grande parte do mercado ao mesmo tempo. Ele não está ligado apenas a uma empresa isolada. Está ligado ao sistema como um todo, ao ambiente macroeconômico.
Risco sistemático é o risco geral do mercado, que não pode ser eliminado apenas com diversificação.
Se há uma crise econômica forte, aumento relevante de juros ou um choque político amplo, muitas ações podem cair juntas. Não importa tanto se o investidor escolheu empresa A ou B. O movimento geral atinge a maioria dos ativos.
Eu gosto de diferenciar assim:
Risco de mercado é a oscilação de preço.
Risco sistemático é a parte dessa oscilação ligada ao mercado como um todo.
Risco de liquidez é a dificuldade de negociação.
Na prova, isso pode vir embaralhado. Por isso eu recomendo prestar atenção às palavras do enunciado. Se o texto fala em crise ampla, juros ou cenário macro, pense em risco sistemático. Se fala em dificuldade de vender pelo preço justo, pense em liquidez. Se fala em oscilação de preços, pense em risco de mercado.
Por que ações não têm risco de crédito
Esse é um dos pontos mais cobrados em linguagem indireta. O risco de crédito aparece quando existe a possibilidade de o devedor não honrar o pagamento combinado. Isso faz sentido em operações de empréstimo e financiamento.
Ao comprar ações, o investidor não empresta dinheiro, então não há risco de crédito na lógica tradicional.
Quando o investidor compra ação, ele se torna sócio. Se a empresa tiver dificuldades, o preço pode cair muito. Ele pode perder dinheiro. Mas isso é risco de mercado, não risco de crédito na forma clássica usada para títulos de dívida.
Eu já vi enunciado tentando confundir o aluno com a ideia de que “se a empresa quebrar, houve risco de crédito”. Em ações, a leitura correta passa pela participação societária e pela variação de valor do ativo.

O caso simples do Antônio
Eu gosto de exemplos curtos. Eles ajudam a fixar sem cansar. Então imagine o Antônio, que montou uma carteira com ações de várias empresas. Ele comprou parte em ações ordinárias e parte em ações preferenciais.
Em uma das empresas, Antônio escolheu ON porque queria participar da assembleia e acompanhar decisões. Em outra, escolheu PN porque o foco dele estava na preferência na distribuição de dividendos.
Agora veja o que pode acontecer:
Se houver crise política e queda generalizada da Bolsa, a carteira dele pode sofrer por risco de mercado.
Se uma das ações for pouco negociada e ele não conseguir vender pelo valor esperado, ele enfrenta risco de liquidez.
Se a crise atingir quase todo o mercado, essa parte ampla do problema mostra o risco sistemático.
Perceba que, em nenhum desses pontos, eu diria que Antônio está sofrendo risco de crédito por ser acionista. Ele não emprestou dinheiro à empresa. Ele comprou participação nela.
O exemplo do Antônio mostra que o acionista pode perder com a oscilação e com a falta de liquidez, mesmo sem risco de crédito.
Como esse tema cai nas provas atuais
Quem está estudando para as novas certificações da ANBIMA precisa entender que o conteúdo hoje valoriza mais o raciocínio do que a pura memorização. Eu noto isso especialmente nos exames voltados ao início e ao avanço da carreira no mercado.
As questões sobre ações costumam cobrar:
Conceito de ação como parte do capital social.
Diferença entre ON e PN.
Direito a voto.
Prioridade em dividendos.
Exceção de voto para PN em certas situações.
Risco de mercado, liquidez e sistemático.
Ausência de risco de crédito nas ações.
Se você estiver organizando os estudos, pode ajudar revisar o guia completo sobre a certificação CPA da ANBIMA e também a comparação sobre CPA e C-Pro R para a carreira. Esses conteúdos ajudam a entender o perfil das provas e o tipo de domínio esperado.
No Professor Brito · Academia de Finanças, eu vejo muitos alunos evoluírem quando param de decorar frases soltas e passam a enxergar a lógica. A ação ordinária existe para voto. A preferencial existe para preferência econômica. O risco de mercado afeta o preço. O risco de liquidez afeta a negociação. O risco sistemático vem do cenário geral. E o risco de crédito não é o centro da discussão em ações.
Erros comuns que eu vejo nesse assunto
Ao longo do tempo, encontrei vários erros repetidos. Quando o aluno identifica esses tropeços antes da prova, o aprendizado fica mais firme.
O erro mais comum é confundir ser sócio com ser credor.
Outros erros aparecem com frequência:
Achar que ação preferencial sempre rende mais.
Achar que ação ordinária sempre é melhor.
Esquecer que PN pode ganhar voto em situações específicas.
Confundir liquidez com rentabilidade.
Tratar risco sistemático como se fosse um problema de uma única empresa.
Eu mesmo já vi alunos muito bons errarem questões fáceis por lerem rápido demais. Às vezes, bastava notar se o enunciado falava em “voto”, “dividendos”, “vender pelo preço justo” ou “crise econômica ampla”. A resposta estava praticamente pronta ali.

Como eu estudaria esse tema de forma simples
Se eu estivesse começando agora, eu faria uma revisão curta e repetida. Nada muito complexo. O objetivo seria ligar conceito e aplicação.
Eu estudaria nesta sequência:
Entender que ação é fração do capital de uma empresa.
Fixar que ON dá voto.
Fixar que PN prioriza dividendos e, em regra, não dá voto.
Memorizar a exceção de ausência de lucros distribuídos por três períodos.
Distinguir risco de mercado, liquidez e sistemático.
Reforçar que ação não traz risco de crédito na forma clássica.
Eu também tentaria responder perguntas simples em voz alta. Funciona bem. Algo como: “Se o preço caiu por crise econômica, qual risco é esse?”. Ou: “Se não consigo vender a ação pelo preço justo, qual risco apareceu?”.
Esse método direto combina bastante com a proposta do Professor Brito · Academia de Finanças, que trabalha com aulas objetivas, material resumido e foco em aprovação sem complicação desnecessária.
Conclusão
Quando eu junto tudo o que expliquei aqui, a mensagem final fica bem clara. Ações representam uma parte do capital de uma empresa, e quem compra esse ativo se torna sócio. Dentro desse universo, as ações ordinárias e preferenciais existem para entregar direitos diferentes. A ON dá voto e pode ser mais interessante para quem busca influência e controle, sobretudo quando possui participação relevante. A PN prioriza dividendos e, em regra, não dá voto, salvo situações específicas, como a ausência de distribuição de lucros por três períodos.
Entender ações começa por entender direitos e riscos, não por decorar siglas.
Também fica claro que o investidor em ações convive com risco de mercado, risco de liquidez e risco sistemático. O preço oscila, o cenário econômico pesa e a negociação nem sempre ocorre no valor desejado. Por outro lado, não se trata de risco de crédito no formato clássico, porque o investidor não atua como credor, e sim como acionista.
Se você está se preparando para as novas provas da ANBIMA, ou quer construir uma base mais firme para atuar no mercado financeiro, eu sugiro conhecer melhor o Professor Brito · Academia de Finanças. Esse tipo de tema, quando explicado com clareza e prática, deixa de parecer difícil e passa a fazer sentido no estudo e na carreira.
Perguntas frequentes
O que são ações ordinárias e preferenciais?
Ações ordinárias são as que dão direito a voto, enquanto ações preferenciais priorizam dividendos e, em regra, não dão voto. Ambas representam parcelas do capital de uma empresa. Ao comprar qualquer uma delas, o investidor se torna sócio. A diferença está nos direitos ligados a cada tipo de ação.
Quais os riscos das ações segundo a Anbima?
Nas provas ligadas à ANBIMA, os riscos mais associados às ações são o risco de mercado, o risco de liquidez e o risco sistemático. O risco de mercado aparece na oscilação dos preços. O risco de liquidez surge quando há dificuldade de negociar a ação pelo preço justo. Já o risco sistemático está ligado a fatores amplos, como crise econômica, juros e ambiente político, que atingem grande parte do mercado.
Como a nova CPA impacta investidores em ações?
A nova estrutura das certificações do mercado eleva a necessidade de entender a lógica dos produtos, e não apenas decorar conceitos. Para quem lida com ações, isso significa saber diferenciar ON e PN, compreender os riscos e interpretar situações práticas. Esse conhecimento ajuda tanto na prova quanto no atendimento ao investidor.
Qual a diferença entre voto e dividendo nas ações?
Voto está ligado ao poder de participar das decisões da empresa, enquanto dividendo está ligado à distribuição de parte dos lucros ao acionista. Em geral, a ação ordinária oferece voto. A preferencial, por sua vez, busca dar prioridade na parte econômica, como dividendos, embora normalmente sem voto.
Vale a pena investir em ações preferenciais?
Pode valer, dependendo do objetivo do investidor. Se a prioridade for buscar preferência em dividendos e não houver foco em participação nas decisões da empresa, a ação preferencial pode fazer sentido. Ainda assim, eu sempre penso que a escolha deve considerar preço, empresa, liquidez, momento de mercado e perfil de quem investe.
